quarta-feira, 29 de junho de 2022
Fahrenheit 451
terça-feira, 18 de maio de 2021
Nosso futuro é a distopia
Já tem carro andando sozinho nos Estados Unidos. Apesar da obrigatoriedade do motorista estar sentado atrás do volante, a polícia já fez alguns flagrantes do condutor no banco traseiro enquanto o veículo seguia no piloto automático.
No McDonald's da esquina da minha casa, os clientes fazem os pedidos num totem e apenas uma atendente tira os pedidos de forma presencial. Ainda são necessárias pessoas para fritar batatas e montar os sanduíches, mas em breve todo esse processo também será automatizado e a loja vai operar do forma totalmente autônoma.
Essa tecnologia já está chegando no Brasil e em breve os robôs poderão também fazer pratos mais elaborados do que hambúrgueres.
O que essas histórias reais possuem em comum? Cada vez mais, as pessoas estão se tornando desnecessárias para o trabalho. Começou timidamente com o autoatendimento nos bancos e com as catracas eletrônicas nos ônibus, mas cada dia que passa um algoritmo rouba o emprego de alguém.
No mundo já não existem vagas de trabalho para todos e e vão existir cada vez menos. E mesmo que as projeções de alguns otimistas estejam corretas, de que a tecnologia vai criar novos postos, um motorista do Uber não vai virar engenheiro de software de um dia para o outro, como alertou Harari.
É só olhar para o capitalismo para saber que a humanidade não vai escolher dividir toda essa riqueza gerada pela tecnologia. Vão criar muros e bunkers com segurança armada para continuar deixando os pobres do lado de fora, mas numa escala digna de uma distopia.
Caminhamos a passos largos para a barbárie.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Face App
A tecnologia está aí, e a única forma de nos defender é questionando seus usos através da arte, filosofia e ciências humanas, áreas de conhecimento naturalmente questionadoras e que sempre são atacadas pelas ditaduras.
Enquanto isso, aqui no Brasil, tem muito comunistas trocando de gênero no Face App, ajudando a gestar essa que vai ser nossa ruína.
sábado, 26 de novembro de 2016
Filosofia prática
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| Black Mirror |
PS: segundo Pablo Cerdeira a análise está correta.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Cidades inteligentes e MURS
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| Sala vermelha |
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| Realidade aumentada |
Tudo isso acontece no meio do público, em ações que alguns podem achar violentas, como forçar a entrada do espectador numa jaula com rodas que circula pelas salas. Para deixar ainda mais tênue o que é encenação e o que é real, atores disfarçados sofrem ações mais invasivas, como ter peças de poucas arrancadas. Alguns não percebem que faz parte do roteiro e se revoltam com a cena.
A lição que tiro disso é a importância de questionarmos sempre a tecnologia e o futuro para o qual estamos sendo conduzidos. Confesso que nutro uma certa fascinação pelas cidades inteligentes, que são um caminho sem volta, mas toda esse inovação tecnológica precisa ser pautada por discussões éticas e morais que envolvem temas como liberdade individual, privacidade, vigilância, censura e consumo, temas esses levantados por disciplinas como filosofia, ciência política e antropologia. Iniciativas como a Escola Sem Partido são atentados contra a liberdade e colocam em risco nossa essência como seres humanos, criaturas autônomas capazes de pensar por si próprias. Criaturas livres, em suma.





