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quinta-feira, 21 de julho de 2022
Onde fascistas e progressistas confraternizam
quarta-feira, 20 de julho de 2022
Livro: Sal, Açúcar e Gordura: Como a Indústria Alimentícia nos Fisgou
Mas eu queria mesmo era falar do livro, minha sexta leitura do ano. Uma crônica-reportagem no qual Michael Moss conta o resultado de conversas que teve com executivos da indústria, cientistas e técnicos alimentares, publicitários, lobistas e ativistas. Ele também teve acesso a memorandos, atas de reuniões, discursos internos, pesquisas científicas e outros documentos estratégicos que mostram o quanto os ultraprocessados são projetados para atrair a atenção das crianças e confundir os adultos. O quanto seus comerciais usam truques psicológicos e a alta combinação de sal, açúcar e gordura (SAG) estimulam nossas papilas gustativas ao ponto de nos viciar.
segunda-feira, 6 de junho de 2022
Você sabe o que é carne mecanicamente separada, utilizada para fazer hambúrguer, salsicha e nugget?
segunda-feira, 23 de maio de 2022
Revolução Verde
terça-feira, 3 de maio de 2022
A farsa dos nutrientes
quarta-feira, 27 de abril de 2022
Deserto alimentar
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| Incentivar a agricultura familiar é combater os desertos alimentares |
terça-feira, 26 de abril de 2022
Com o que estamos alimentando nossos filhos?
O mercado flutuante era colorido e cheio de guloseimas, como a casa da bruxa de João e Maria, e atraía as pessoas como um ponto de entretenimento.
No documentário da BBC 'Com o que estamos alimentando nossos filhos?', além de mostrar o barco, o médico Chris van Telluken fica um mês se alimentando de uma dieta com 80% das calorias oriundas de industrializados, com acompanhamento médico mostrando o resultado no seu corpo, uma releitura do que Morgan Spurlock fez em 'Super Size Me'.
Uma coisa bacana no filme da BBC é ver que a classificação de alimentos criada no Brasil se espalhou para o resto do mundo, nos colocando na vanguarda desse tipo de discussão, mas ainda estamos muito aquém do que deve ser feito em termos de política pública para alimentação.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Carne x Proteína
A indústria alimentícia tem um projeto para diminuir nosso entendimento sobre comida, reduzindo o que comemos a uma mistura de nutrientes e elementos químicos
Assim fica mais fácil nos vender seus compostos cheios de corantes, saborizantes e outro produtos sintéticos que quase ninguém sabe como são feitos, desde que venha escrito na embalagem que contém vitaminas e sais minerais importantes para o bom funcionamento do corpo
Só que comida é muito mais que um aglomerado de macronutrientes e vitaminas. É cultura, é política
O nome desse projeto é nutricionismo, junção das palavras ‘nutrição’ e ‘reducionismo’. Enxergar a comida apenas por sua composição química nos deixa mais suscetíveis às mensagens publicitárias da indústria, o que atrapalha nossas escolhas alimentares e nos deixa doentes, além dos outros problemas sociais
E sem perceber vamos nos distanciando da origem dos alimentos e até nosso vocabulário muda, sem nos dar conta que essa mudança está sendo orquestrada nos departamentos de comunicação das multinacionais que produzem ultraprocessados
Um exemplo prático é que muita gente já tá chamando carne de proteína. Proteína pode ser qualquer coisa, até nugget de frango
Para saber mais, recomendo o livro Nutricionismo: a ciência e a política do aconselhamento nutricional, de Gyorgy Scrinis.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Como são feitos os alimentos ultraprocessados?
sexta-feira, 28 de maio de 2021
Cinco reais e setenta centavos
Cinco reais e setenta centavos. Foi o valor da compra no mercadinho. Dois miojos e alguns outros itens que não consegui ver. O menino estava animado em almoçar com a avó, apesar das restrições de não levar as guloseimas que todo garoto da sua idade gosta de comer.
Às rugas de idade da senhora, somavam-se as de preocupação. Só tinha cinco reais de crédito no cartão alimentação que segurava. Fez menção em retirar algum item do seu já combalido cardápio, mas a caixa percebeu que a velha carregava algumas moedas na mão. Contou sessenta centavos, mas disse que depois ela poderia trazer os dez centavos restantes.
Na minha cestinha, algumas latas de cerveja. Cada uma delas custando seis reais. O almoço da senhora e seu neto: cinco reais e setenta centavos.
Claro que eu não deixaria ela tirar nada de suas compras, pagaria tudo se fosse necessário. Também poderia ter feito uma pequena feira ou dado uma cesta básica da Ação da Cidadania, mas tudo aconteceu tão rápido que não consegui fazer nada.
Trabalho com a fome no Brasil. Passo o dia inteiro recebendo mensagens de gente pedindo comida. A noite, nos finais de semana, não importa. Estou nessa função 24 horas por dia. Quando a barriga dói, o relógio não faz a menor diferença.
É emocionalmente muito desgastante. Como forma de preservação, tento me distanciar disso em alguns momentos, como quando estava no mercadinho comprando cervejas para beber em casa depois de um dia de trabalho. Na hora não tive reação, foi muito rápido, mas fiquei com a sensação de que deveria ter feito alguma coisa.
Mas não adianta, a sensação de nunca conseguir fazer o suficiente me acompanha o dia inteiro.
Carrego essas dores comigo, mas não sou de ficar falando disso por aí. Troquei a terapia pelo remo e, de longe, no mesmo lugar por onde os europeus chegaram em suas naus e caravelas, fico admirando a beleza dessa cidade e esqueço por alguns momentos o caos em que estamos.
Tento me apegar aos bons momentos (se é que existe mesmo isso), como a mensagem do cacique pataxó da Bahia falando da importância das cestas que a Ação da Cidadania enviou e do áudio do podcast que ele, enquanto estudante de ciências sociais, gravou na universidade com o tema insegurança alimentar.
Ou vendo as fotos dos alimentos subindo ria acima de barco na Amazônia. Ou para ribeirinhos do Pantanal. Ou nas periferias e para refugiados.
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| Terra Indígena de Areões, Mato Grosso, recebendo cestas básicas da Ação da Cidadania |
O primeiro ato do Jair Bolsonaro quando assumiu a presidência foi acabar com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, entidade que ajudou o país a sair do Mapa da Fome da ONU. É muito significativo o que ele fez. Hoje o Brasil não tem nenhuma política de combate à fome, estamos à deriva enquanto caminhamos a passos largos em direção ao abismo.
Se você não teve perda de renda durante a pandemia, considere fazer uma doação para a campanha Brasil Sem Fome. Cada cesta básica doada tem dez quilos e faz cinquenta refeições. Custa cinquenta reais, um real por refeição. Tem salvado muitas vidas.
Também é urgente tirar Bolsonaro do poder. Cada dia a mais como presidente, o Brasil assina dezenas de certidões de óbito.
Eles combinaram de nos matar, nós precisamos combinar de não morrer.
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
Super Size Me 2: Holy Chicken!
Super Size Me 2 foi o filme mais importante que assisti recentemente, fundamental para quem curte o tema alimentação.
É um documentário gonzo que foge do tradicional “cabeças falantes” deste estilo de cinema, no qual os entrevistados ficam sentados em frente à câmera falando. Morgan Spurlock se coloca à frente de cena e com seu carisma faz rir e chorar sem tirar do longa o caráter ‘informativo’.
Morgan é um famoso cineasta e ativista estadunidense que resolveu abrir sua própria loja de fast food, a Holy Chicken! No filme ele revela como se dá esse processo, consultando especialistas em comunicação, advogados, contratando uma empresa cujo serviço é desenvolver novas receitas para restaurantes e marcas de alimentos, conversando com criadores de frango e consumidores.
O filme me despertou vários sentimentos, começando pelo desejo de correr para o McDonald’s assim que os créditos começassem a subir, passando pela empolgação em ver tanta gente criativa trabalhando no desenvolvimento dos conceitos da loja, tristeza ao ver fazendeiros endividados e terminou me dando a certeza que nunca mais comerei num fast food outra vez.
O conceito da Holy Chicken! é a transparência sobre seus produtos e a cadeia produtiva. Nas paredes estão todas as informações reais sobre a fabricação do sanduíche, passando pela exploração de fazendeiros, maus tratos animais e todas as mentiras nas peças de comunicação para fazer os clientes acreditarem que estão comendo um lanche saudável e socialmente responsável.
O que mais me chamou a atenção foi como que as pessoas, mesmo diante das informações sobre toda crueldade utilizada para a confecção daquele lanche, ainda assim entravam na fila para fazer seus pedidos. Por que elas não se indignavam?
Os clientes sabiam que para aquele sanduíche ser produzido, um fazendeiro ficou endividado (tinha o nome e uma ilustração de um deles), eram usados frangos cujas pernas quebravam porque não aguentavam o próprio peso, tinham acesso a todas as mentiras contadas por equipes de marketing para dar a falsa sensação de que aquele alimento era saudável e, ainda assim, a loja foi um tremendo sucesso, recebendo, inclusive, propostas de investidores interessados em espalhar franquias em todos os Estados Unidos, uma espécie de espetacularização do sofrimento com molho e salada.
Por que somos assim? Por que, passivamente, diante de tanta violência, apenas fazemos nossos pedidos e não movimentamos um dedo contra esse sistema cruel que explora trabalhadores e clientes em troca de dinheiro? Como podemos ficar tão indiferentes a isso?
O problema é, como sempre, o capitalismo, que coloca nossas necessidades individuais acima do coletivo e faz com a gente não se importe com as violências cometidas contra o outro. Eu quero comer esse sanduíche, dane-se se ele deixou um fazendeiro e sua família eternamente endividada. Dane-se a exploração animal, dane-se que estão mentindo para mim. Eu quero esse sanduíche e só isso importa.
O individualismo e a crença da meritocracia, tão incentivada pelo neoliberalismo, faz com que procuremos soluções individuais para nossos problemas. É a compra do carro ao invés da exigência de transporte público. É o plano de saúde no lugar de um sistema gratuito e universal. É o ‘meu’ sanduíche no lugar de uma refeição sustentável. O outro é apenas uma escada para nossos interesses.
Infelizmente apenas ter acesso à informação não é suficiente para mudarmos de atitude. Precisamos entender os processos históricos que aprisionam os trabalhadores para, desta forma, iniciarmos a transformação.
Precisamos combater esse individualismo que nos impede de darmos as mãos para a construção de um mundo fraterno e essa construção passa pelo despertar da consciência de classe.
O mundo que queremos nunca aconteceu, e imaginar esse mundo perpassa edificar teoricamente suas bases e agirmos de acordo elas.
Avante, companheiros.
(filme disponível na Amazon)
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Refrigerante saudável e segurança alimentar
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| Apenas 10 empresas controlam o mercado mundial de alimentos |
sexta-feira, 3 de julho de 2020
A pandemia começa no prato
terça-feira, 23 de junho de 2020
Quilos mortais e a esquerda brasileira
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| Quilos Mortais |
sexta-feira, 20 de março de 2020
Como fortalecer o sistema imunológico em época de coronavírus
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| 10 passos para alimentação saudável. Fonte: Guia Alimentar Para a População Brasileira |
domingo, 12 de janeiro de 2020
O Amor é Cozinha
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| Meu pão de fermentação natural |
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Mas alimentação saudável é muito cara!
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| Vinho, cachaça e café do Armazém do Campo |
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
Como conseguir tempo para cozinhar?
terça-feira, 29 de outubro de 2019
O que a indústria nunca vai substituir
| Cogumelos utilizados na receita |
| Nosso espaguete ao pesto |











